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September 18, 2008

Autismo: como encontrar um médico

Encontrar um médico que entenda o autismo poderá ser um obstáculo, mas que você terá que ultrapassar. Por quê? Ao menos que o médico tenha tido experiência com autismo, é muito improvável que ele seja capaz efetivamente de ajudá-lo e tratar essa condição.

Autismo não é um simples transtorno invasivo do comportamento que pode ser melhorado ou curado com uma simples medicação ou algumas poucas visitas ao psiquiatra. É uma desordem muito séria que afeta cada pessoa diferentemente, tornando cada caso específico e único.

Contudo, se você ou o pediatra de seu filho suspeitam de autismo, é decisivo para a sua criança, e o futuro dela, que ela seja encaminhada a um especialista em diagnosticar e tratar as desordens do espectro autista. Isto significa que sua criança pode necessitar mais do que um médico ou profissinal especializado em autismo.

A lista a seguir é de profissionais especialistas que devem fazer parte da equipe multidisciplinar que uma criança autista, certamente em algum momento precisará.

Psiquiatra infantil: pode ajudar a determinar o diagnóstico inicial, prescrever medicações e ajudar o autista a lidar com as relações sociais e a desenvolver o seu comportamento emocional.

Psicólogo clínico: especialista que entenda sobre a natureza e o impacto do autismo. Esse profissional deve conduzí-lo a um teste psicológico e assistí-lo no treino de habilidades sociais e modificação de conduta.

Pediatra: trata os problemas de saúde e os problemas relacionados a defasagens e atrasos do desenvolvimento.

Fonoaudiólogo: ajuda a desenvolver a comunicação, focalizando na linguagem e no uso da fala.

Terapeuta ocupacional: foca em ajudar o autista a desenvolver a prática da vida diária e auto-cuidados, como comer e se vestir adequadamente. Esse profissional pode ajudar ainda a adquirir habilidadesna coordenação motora grossa e fina e na integração sensorial.

Fisioterapeuta: ajuda a criança a se desenvolver motoramente através de exercícios para os músculos, nervos e ossos.

A partir do momento que você encontrar os profissionais que precisa, é essencial que você trabalhe junto com eles. A razão para isso é que embora o profissional tenha experiência com autismo, você é a pessoa mais experiente quando se trata de informações específicas relacionadas às habilidades e necessidades do seu filho.

Para você efetivamente colaborar e trabalhar junto com um profissional, você precisa:

Educar-se: aprender o máximo possível sobre autismo.
Preparar-se: escrever qualquer questão ou assunto relacionado à sua criança, ao autismo ou ao tratamento e debatê-lo com o profissional.
Libertar-se: você não tem que concordar com tudo que o profissional fala. Se você não concorda com uma recomendação, faça-se ouvir.

Se você está com dificuldades de saber aonde você pode encontrar especialistas em autismo, temos sugestões a seguir:

Na sua comunidade: visite o seu convênio médico, hospital, farmacêutico e pergunte se eles conhecem alguém especialista em diagnosticar e tratar o autismo. Mas lembre-se, mesmo que você seja indicado a um especialista, ele pode não ser a pessoa que você esteja procurando e deseja. Não tenha receio de questioná-lo sobre sua experiência.

Na internet: a internet é um fantástico meio de pesquisa e tem inúmeras e valiosas informações sobre autismo, como entender e ajudar efetivamente um autista.

Nos grupos de suporte: se envolver e fazer parte de um grupo de suporte criado para apoiar o autista e seus familiares, pode ser extremamente favorável para encontrar os profissionais, já que você pode pedir por recomendações. Os grupos de suporte também dão encorajamento nos momentos difíceis e te permite a oportunidade de discutir o autismo com outras pessoas que conhecem e sabem pelo o que você está passando.

Fonte: Autismo em foco
September 11, 2008

Crianças autistas necessitam de um acompanhamento precoce

 

Algumas pessoas não sabem o que é o autismo e como deve ser tratado, porque esta doença não tem rosto. Exteriormente, a criança aparenta ser normal, o problema é a nível psicológico e do desenvolvimento da inteligência. No entanto, existem ajudas que podem fazer com que estas pessoas consigam alcançar um objectivo, desde que seja feito um tratamento precoce.

A Escola Nova da Ajuda possui a “Sala Teach” que dá apoio a crianças autistas, a nível educacional.

As crianças com autismo, regra geral, apresentam dificuldades em aprender a utilizar correctamente as palavras, construir frases, fazer questões ou a transmitir recados. Raramente iniciam uma conversa ou pedem uma informação. Quando apresentam linguagem, é frequente usarem as palavras ou frases de uma forma repetitiva. A ecolália - repetir ou ecoar palavras e frases ditas pelos outros - a linguagem idiossincrática e a repetição de questões e frases são muito comuns nos indivíduos com esta perturbação.

Estas crianças tendem a apresentar um elevado número de expressões ecolálicas que traduzem, muitas vezes, a não compreensão do que lhes foi dito oralmente, devendo-se ao facto de ser frequente um maior desenvolvimento da memória auditiva (memória dos sons que se ouvem) não acompanhada pela compreensão do significado ou descodificação desses mesmos sons.

A escola tem o seu papel no nível da educação. São elaboradas estratégias para que estas crianças consigam desenvolver capacidades de poderem se integrar com as outras crianças ditas “normais”.

Porém, a família tem também um papel crucial, porque são os que têm mais experiência em lidar com as crianças, principalmente, porque as crianças autistas necessitam de atenção redobrada, durante 24 horas. Muitas vezes, a profissão e o horário quotidiano não facilita, mas é importante dispensar algumas horas para que as crianças possam se sentir queridas e mostrar o que aprenderam. Os pais podem encorajar a criança a comunicar espontaneamente, criando situações que provoquem a necessidade de comunicação. Não se deve antecipar tudo o que a criança precisa, deve-se criar momentos para que ela sinta a necessidade de pedir aquilo que precisa. A utilização de gestos e de expressão facial é crucial para o desenvolvimento da linguagem. A calma e a criatividade devem estar sempre patentes durante estes momentos com as crianças.

Autistas amam a rotina

Qualquer mudança inesperada de rotina pode descontrolá-los. Crianças podem impor suas próprias rotinas, tais como insistir em seguir sempre por um mesmo caminho para a escola. Na escola, podem se perturbar diante de mudanças inesperadas, tais como alterações de horário ou da sala de aula. Normalmente, a altura de férias é muito complicado para estas crianças, porque a sua rotina se altera. Elas podem demonstrar um interesse quase obsessivo em hobies ou colecções. Algumas são capazes de ficar horas a fio a olhar para um objecto, ou qualquer coisa de que gostem. Se forem distraídas ou se a função terminar, contra a sua vontade, ficam irrequietas e descontroladas.

O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. Acomete cerca de vinte entre cada dez mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas. É encontrada em todo o Mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar nenhuma causa psicológica, no meio ambiental destas crianças, que possa causar a doença.

Sintomas: distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e linguísticas; reacções anormais às sensações. As funções ou áreas mais afectadas são a visão, audição, tacto, dor, equilíbrio, olfacto, gustação e maneira de manter o corpo; fala ou linguagem ausentes ou atrasados. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de ideias. Uso de palavras sem associação com o significado; relacionamento anormal com os objectos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos ou crianças. Uso inadequado de objectos ou brinquedos.

“Sala Teach” apoia crianças autistas

A “Sala Teach” foi criada para dar apoio às crianças autistas. Localizada na Escola Nova da Ajuda, esta sala acolhe seis alunos portadores desta patologia. A Região conta, neste momento, com duas salas deste género. A par desta, a outra encontra-se dentro de uma instituição da Educação Especial, no Colégio Esperança. Possivelmente, poderá estar em curso a abertura de mais uma sala deste género, fora da área do Funchal.

A funcionar desde o passado ano lectivo, a “Sala Teach” dá apoio à sala do regular. O modelo “Teach” incide sobre imagens. As crianças olham para as imagens e têm várias actividades a seguir.

O principal objectivo da actividade praticada nesta sala é fazer com que estas crianças consigam aprender tal qual como os outros, para integrá-los. Como não conseguem acompanhar o ritmo das outras crianças ditas “normais”, através destas actividades, e com o apoio de profissionais, conseguem evoluir.