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January 19, 2009

John Travolta teria ignorado autismo do filho

Reuters
John Travolta e o filho, Jett Travolta
John Travolta e o filho, Jett Travolta

John Travolta e a mulher, Kelly Preston, teriam ignorado a possibilidade do filho de 16 anos, Jett Travolta, ter autismo, informa o site do jornal Los Angeles Times

De acordo com uma pessoa ligada à família Travolta, o ator e o irmão mais velho, Joey, discutiam freqüentemente sobre os possíveis problemas mentais de Jett, morto nesta sexta-feira.

Jett, que tinha histórico de mal súbito, foi encontrado inconsciente em um banheiro da casa da família no resort de Old Bahama Bay, na ilha de Grand Bahama. Ele foi declarado morto depois de ser levado de ambulância ao Rand Memorial Hospital, em Freeport. Uma autópsia para determinar a causa da morte deve ser realizada nesta segunda-feira.

Joey acreditava que o sobrinho sofria de autismo, enquanto John não considerava esta hipótese, já que a Cientologia, religião a qual Travolta e Kelly pertencem, não reconhece a doença.

O irmão do ator aprendeu muito sobre o autismo quando entrevistou 65 jovens que sofrem da doença para produzir o documentário Normal People Scare Me.

“Joey via Jett em cada um dos 65 jovens que ele entrevistou. Era óbvio perceber que Jett era autista ao passar cinco minutos com ele. Mas o fato cruel da religião da família não reconhecer a doença fez com que os pais simplesmente não aceitassem isso”, disse a pessoa ligada ao irmão do ator.

Travolta e Kelly acreditam que as complicações de Jett foram conseqüências de uma doença chamada Síndrome da Kawasaki, que causa inflamação das veias sanguíneas.

Autismo ainda é pouco estudado no Brasil

Autismo ainda é pouco estudado no Brasil

Paulo Marcio Vaz, Jornal do Brasil

RIO - Foi por meio de estudos e pesquisas feitos por conta própria que a bióloga Eloah Antunes contrariou médicos brasileiros e atestou que seu filho, Luan, então com 2 anos, era autista. Ao ver a própria criança dar cabeçadas na parede, não atender aos chamados de ninguém e apresentar constantes problemas de saúde, Eloah não aceitou o diagnóstico de “traumas psicológicos” dado por diversos neurologistas. Só depois que ela própria teve certeza da real condição de seu filho, é que um pediatra confirmou que Luan era autista.

Por muitos anos considerada uma doença neurológica incurável, o autismo, segundo novas pesquisas feitas nos Estados Unidos, é uma síndrome ligada a diversos fatores que influenciam diretamente na sua manifestação. De alergias alimentares à falta de capacidade de eliminar metais pesados do organismo, os fatores que contribuem para o aparecimento do autismo são diversos – a verdadeira causa da síndrome ainda é um mistério para a medicina.

Tratamentos que vêm dando resultado nos EUA – e que lentamente chegam ao Brasil – incluem dietas, reposição vitamínica (com substâncias importadas) e terapias comportamentais, entre outros processos. Recentemente, pesquisa publicada na revista científica Neuropsychology Review atestou que até 25% de crianças autistas tratadas adequadamente ficaram livres de todos os sintomas que poderiam caracterizá-las como portadoras da síndrome.

Representação na OEA

Por estar ainda muito longe das atuais novidades e, principalmente, dos tratamentos que dão esperança aos pais de autistas nos EUA, o Brasil pode ser condenado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Ulisses da Costa Batista, que luta para tratar seu filho Rafael, de 12 anos, foi o responsável pela iniciativa da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio, que entrou com a representação na OEA contra o Brasil. O documento, já em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento a autistas.